Quando atendo adultos e idosos que vivem com mais de uma doença crônica, sempre noto o quanto cada detalhe faz diferença no cuidado. As consultas de rotina se tornam pilares na vida dessas pessoas, e é justamente por isso que, ao longo dos anos, aprendi que a avaliação precisa ser personalizada, ampla e feita com atenção redobrada. No consultório e nas visitas domiciliares, como realizo no projeto Dra Melissa Hissami Simão, o tempo dedicado, 1h30 por consulta, permite essa abordagem detalhada e humanizada.
A singularidade do adulto com comorbidades
No início de toda consulta, busco entender não só as doenças, mas o cotidiano, as relações familiares e até mesmo o que traz alegria ou angústia ao paciente. Isso cria confiança e abre espaço para um olhar integrativo, base da medicina integral. Nessas horas, percebo como duas pessoas com diagnóstico de hipertensão podem ter necessidades bastante diferentes.
Comorbidades e o impacto no plano de cuidado
Comorbidades não são apenas somatórios de doenças, mas fatores que interagem e influenciam o corpo, a mente e as relações sociais do paciente. Por exemplo, diabetes e hipertensão juntos exigem ajustes diários nos medicamentos, alimentação e nível de atividade.
- Maior vulnerabilidade a complicações
- Risco aumentado de interações medicamentosas
- Atenção especial à saúde mental e social
- Monitoramento mais frequente
Por isso, a escuta ativa, como pratico no atendimento, faz diferença, já que cada relato pode sinalizar mudanças sutis e relevantes no quadro geral.

O que não pode faltar no acompanhamento clínico
Nas consultas de rotina, sigo alguns pontos que considero indispensáveis para avaliar adultos com múltiplas condições crônicas:
1. História clínica detalhada
Vou além do simples “como você está?”. Pergunto sobre sintomas, adesão às medicações, efeitos adversos e rotinas diárias. Já perdi a conta de quantas vezes achei a explicação de uma queixa persistente só porque dediquei tempo à conversa, um dos diferenciais do meu atendimento.
2. Revisão dos medicamentos
Tomar vários remédios aumenta o risco de confusão, doses esquecidas e reações adversas. Constantemente analiso:
- Se ainda há necessidade de todos os medicamentos atuais
- Se houve novos sintomas após início recente
- Como o paciente armazena e toma os remédios em casa
Às vezes basta ajustar o horário ou trocar por uma forma mais fácil de uso para melhorar a adesão, como vejo com frequência em quem recebo em atendimento domiciliar.
3. Avaliação de sinais vitais
Pressão arterial, frequência cardíaca, peso e glicemia devem fazer parte desse acompanhamento. Muitos não sabem, mas valores de pressão iguais ou superiores a 140/90 mmHg (14 por 9) já configuram hipertensão. Estima-se que 30% dos adultos estejam nesta condição e isso representa risco para o coração, cérebro e rins (hipertensão).
4. Função renal e exames laboratoriais
Incluo exames de rotina como hemograma, creatinina, ureia, glicemia e perfil lipídico, considerando as indicações gerais dos especialistas para adultos, especialmente porque ajudam a identificar alterações metabólicas, prevenir infartos e AVC (exames de rotina).
Nunca deixo de avaliar o histórico familiar de cânceres e outras doenças de maior risco. O Instituto Nacional de Câncer indica estimativas anuais de milhares de novos casos e óbitos por leucemia, ressaltando a importância de exames direcionados quando necessário.
5. Avaliação física funcional
Entre idosos ou pessoas com risco de quedas, indico testes de equilíbrio. Segundo estudo da Universidade de São Paulo, um teste simples de 30 segundos pode prever esse risco nos seis meses seguintes. Para cada segundo a mais de equilíbrio, o risco de queda cai cerca de 5% (estudo da Universidade de São Paulo).

6. Saúde mental e emocional
Sempre me dedico a perguntar sobre sentimentos como tristeza, ansiedade, sono e apoio social. Muitas pessoas com múltiplas comorbidades se sentem isoladas ou sobrecarregadas, impactando diretamente o controle das doenças. Aliás, este é um dos eixos tratados na linha de bem-estar do meu projeto.
7. Prevenção e vacinação
Avaliar o calendário vacinal é peça-chave, pois algumas doenças como gripe e pneumonia são mais graves em quem tem comorbidades. Discuto também hábitos que previnam complicações, como atividade física segura, alimentação adequada e abandono do cigarro.
O olhar humanizado em cada etapa
Um diferencial que aplico em todas as minhas consultas é olhar o paciente como uma pessoa completa, e não um conjunto de diagnósticos. Isso se reflete, por exemplo, em situações onde o cansaço do paciente não era causado só pela doença, mas também por sobrecarga de tarefas diárias ou tristeza. Quando o atendimento médico é humanizado, o plano de cuidado faz mais sentido para a realidade do indivíduo e ele sente vontade de participar das decisões.
Essa abordagem está alinhada com o conceito de cuidado humanizado, que está no DNA do projeto Dra Melissa Hissami Simão. Não só porque respeito as necessidades, mas porque percebo diariamente que isso faz diferença na adesão ao tratamento e na qualidade de vida.
Ouvir com atenção transforma a consulta em cuidado.
Quando e como marcar uma consulta de rotina?
Minha experiência mostra que adultos com comorbidades devem ser avaliados pelo menos uma vez ao ano ou mais, dependendo da quantidade e gravidade de suas condições. Porém, sinais novos como tontura, falha de memória, perda de peso sem explicação, dor persistente ou quedas devem sempre ser informados com rapidez. Às vezes, o cuidado domiciliar permite detectar precocemente essas situações, mostrando que a proximidade do atendimento faz toda diferença.
Ao longo dos anos atuando com médicos de família, reforço que cuidar da saúde do adulto com olhar atento é um caminho para mais autonomia e bem-estar. Não fique sozinho em dúvidas ou expectativas. Agende uma consulta e experimente o cuidado onde o foco é você, em cada detalhe, com respeito e calma.
Conclusão
Em resumo, avaliar adultos com comorbidades requer escuta ativa, conhecimento técnico, atenção ao contexto social e dedicação a cada aspecto da saúde do paciente. Sinto grande satisfação em ver meus pacientes mais seguros e capazes diante de seus desafios diários. No projeto Dra Melissa Hissami Simão, o cuidado integral e humanizado permite que cada consulta seja um momento transformador. Se você procura um acompanhamento próximo, detalhado e feito sob medida, saiba que estou pronta para caminhar ao seu lado. Agende sua consulta e sinta-se acolhido. Seu bem-estar merece esse olhar completo e gentil.
Perguntas frequentes
O que é uma consulta de rotina?
Consulta de rotina é um atendimento médico regular voltado à prevenção de doenças, detecção precoce de alterações e acompanhamento de condições já existentes. Nessas consultas, o médico avalia sintomas, sinais vitais, histórico familiar, realiza exames e orienta sobre hábitos saudáveis. Isso permite identificar riscos antes que se transformem em problemas maiores.
Como as comorbidades mudam a avaliação?
Ter comorbidades faz com que a avaliação precise ser mais cuidadosa e personalizada. Considero não só cada doença isolada, mas como elas se influenciam. Por exemplo, um paciente com diabetes e hipertensão pode precisar de ajustes nas medicações, mais atenção aos exames laboratoriais e orientação nutricional diferenciada. Além disso, fatores emocionais e sociais ganham ainda mais peso nessa avaliação conjunta.
Quais exames são indicados nessas consultas?
Geralmente peço exames como hemograma, glicemia, colesterol, função renal (creatinina e ureia), além de avaliação da pressão arterial. Dependendo das condições do paciente, podem ser incluídos exames do fígado, testes específicos para rastrear câncer ou outras doenças. Essas escolhas são baseadas em recomendações de especialistas para adultos e ajudam a prevenir complicações e tratar mudanças precocemente.
Com que frequência devo fazer consultas?
Adultos com comorbidades devem fazer consultas pelo menos anualmente, e em alguns casos, de acordo com orientação médica, o intervalo pode ser menor. Isso garante um acompanhamento próximo, ajustes nos tratamentos e prevenção de complicações. Se houver sintomas novos ou piora no quadro, é fundamental antecipar a consulta.
Quais sinais de alerta devo observar?
Tonturas, quedas, confusão mental, dor persistente, alteração brusca de pressão, alteração no controle da glicemia, perda de peso sem explicação, feridas que não cicatrizam e qualquer sintoma fora do habitual devem ser motivo de atenção. Ao notar algum desses sinais, recomendo buscar avaliação médica rapidamente para evitar complicações e garantir um cuidado seguro.

